Broncoscopia

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O que é?

O procedimento é realizado para examinar as vias aéreas, através da introdução por via nasal ou por traqueostomia de um aparelho flexível. Este aparelho possui um sistema de fibras ópticas e uma microcâmera que ilumina o interior das vias respiratórias e proporciona a visão completa. Desta forma, o exame auxilia no diagnóstico de doenças do aparelho respiratório através de biópsias, coleta de lavado (coleta de material do pulmão para análise), no acompanhamento do seu tratamento e também na remoção de lesões.

Como é feito?

Para o preparo, será necessário jejum absoluto de 8h, até mesmo de líquidos.

O exame é realizado com o paciente deitado em maca. Para que o mesmo não apresente desconforto durante o procedimento, como náuseas e engasgos.

Normalmente é realizada a sedação por meio de injeção intravenosa de medicamentos apropriados. Independente de utilização de sedativos endovenosos é obrigatória a presença de acompanhante para a realização do exame.

Utiliza-se também a aplicação dos anestésicos nas formas de spray, geléia e líquido, cujo efeito persiste por aproximadamente 45 a 60 minutos após o exame, período no qual deve-se evitar ingestão de alimentos ou líquidos, para prevenção de engasgos.

Quando há necessidade de biópsia, uma pinça é passada através do broncoscópio, a fim de retirar alguns fragmentos do tecido, se necessário também será realizada coleta de secreção pulmonar, que serão enviados para análise de um patologista e/ou laboratório de análises clínicas.

Lembre-se que biópsias podem ser realizadas por várias razões, como para inflamações, retiradas de pólipos, não significando necessariamente suspeita de câncer.

Quando houver biópsia, medicações como Conadem, Marevam, Plavix-Clopidogel (anticoagulantes) devem ser suspensas de 7 a 10 dias antes do procedimento. E o seu médico deverá ser consultado antes da suspensão.

Esse procedimento é realizado na Clínica Endosinos, com o paciente ficando em observação no próprio setor (recebendo alta após algumas horas).

 

Quais são os principais riscos?

As complicações relacionadas à sedação intravenosa são raras e de solução imediata, uma vez que ela é realizada por um médico.

- São raras as complicações, mas pode haver:

• Flebite (inflamação no local da aplicação da medicação);

• Dor torácica;

• Náuseas e vômitos;

• Pode ocorrer depressão respiratória;

• Sonolência;

• Em 2% dos casos podem ocorrer perfurações (como pneumotórax e hemorragias), requerendo internação e eventual tratamento cirúrgico (colocação de catéter para drenagem de pneumotórax), se necessário.

- Sinais de alerta a serem observados:

• Sangramento;

• Temperatura maior que 38 ºC.

Os sangramentos tardios são raros, e podem manifestar-se com dor local e sinais de baixa pressão arterial (como desmaios e tonturas ao levantar).

 

Cuidados após o procedimento nas primeiras 12h

 

a. Não há restrição alimentar ou ao banho após o exame;

b. A ingestão de bebidas alcoólicas deverá ser evitada;

c. Há restrição à atividade física;

d. Não se pode dirigir ou trabalhar no dia do exame. Se necessário, solicitar atestado médico;

e. Se ocorrer dor torácica após o exame, o paciente deverá procurar serviço de emergência para a realização de RX de tórax avaliando-se a possibilidade de pneumotórax;

f. O uso de anticoagulantes deverá ser analisado caso a caso, entre o médico endoscopista e o médico do paciente.

Se houver qualquer suspeita de complicação ligue para seu médico, procure o Pronto Atendimento do hospital, ou entre em contato com o médico que realizou o procedimento.